Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ontem (17), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu "parte considerável" das queimadas e áreas desmatadas na Amazônia Legal a "indígenas e caboclos", alegando que estas pessoas não poderão mais comer se abandonarem completamente estas práticas. Ele, no entanto, não apresentou provas que sustentem essa afirmação.
"Uma parte considerável das pessoas que desmatam e tocam fogo é indígena, caboclo. No nosso decreto, se proibir esses caras de tacar fogo, se chegar o decreto lá, se ele não fizer a agricultura tradicional ali, não vai ter o que comer. Ele vai viver da caça?", questionou o presidente da República.
Ontem, foi publicado no Diário Oficial da União um decreto que suspende, por 120 dias, a permissão de uso do fogo em práticas agropastoris e florestais na Amazônia Legal e no Pantanal.
"Estamos assinando o decreto não permitindo a queimada no Brasil todo por quatro meses. Sei que estão fora dessa proibição o índio e o caboclo, esse pequeno homem que está lá no 'interiorzão' do 'Brasilzão' enorme. Ele vai ter acesso ao decreto? Como vai cultivar alguma coisa? O que falta para nós é responsabilidade para tratar esse assunto", completou Bolsonaro.
Na mesma transmissão, ele defendeu a permanência do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
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