A equipe médica responsável pelo tratamento de Bruno Covas (PSDB) decidiu adiar a alta do prefeito devido a um novo coágulo. Na semana passada, a expectativa era de que o prefeito receberia alta nesta segunda-feira (4).
Covas, 39, recebeu na segunda-feira (28) diagnóstico de câncer localizado entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado. Ele está internado no hospital Sírio-Libanês, onde fez quimioterapia e se trata de uma embolia pulmonar. De acordo com o último boletim médico, um ecocardiograma feito no domingo (3) mostrou um novo coágulo no átrio direito, a cavidade do coração que recebe o sangue venoso.
"Exames subsequentes, entre os quais uma angiotomografia arterial e venosa do tórax, demonstraram redução dos sinais de tromboembolismo pulmonar e o surgimento de um pequeno trombo junto ao cateter venoso central. Por isso, a equipe médica decidiu pela permanência hospitalar para adequação da anticoagulação", diz o boletim. O prefeito está sendo acompanhado por equipes médicas coordenadas pelo infectologista David Uip.
A ideia na equipe de Covas era de que, uma vez liberado, o prefeito desse uma entrevista coletiva nesta terça (5). Apesar de estar em tratamento, ele continua despachando do quarto do hospital e bastante ativo nas redes sociais. "Não tenho, claro, a energia para trabalhar 14, 15 horas por dia como eu trabalhava. Mas dá para trabalhar umas 8, 9", brincou o prefeito Bruno Covas (PSDB) em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, ao falar da sua saúde.
Voltou a afirmar que está em plenas condições físicas e psicológicas de exercer o cargo e disse que, se em algum momento não tiver, não tem qualquer "apego ao poder". O prefeito relatou que, quando recebeu o diagnóstico da doença, "o chão caiu". "Você perde completamente noção da realidade: mas como assim?" O prefeito contou que chorou na ocasião e volta e meia se segura para não chorar mais um pouco.
Apesar de afirmar ter medo de que a doença prevaleça, disse que está muito confiante na sua recuperação. "Tenho certeza de que em breve vou estar 100%." Covas relatou ainda que os médicos lhe deram a opção de fazer um tratamento mais agressivo, com mais efeitos colaterais, ou um menos agressivo. Escolheu a primeira opção, para se recuperar mais rápido.
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