A Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira (3) em todo o Brasil com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes com até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A mobilização segue até 1º de setembro e terá o Dia D de vacinação em 22 de agosto, com ampliação do atendimento nas unidades de saúde.
A ação reúne doses de diferentes imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, incluindo vacinas contra poliomielite, sarampo, hepatites A e B, febre amarela, influenza, covid-19, HPV, rotavírus, varicela, meningites, coqueluche, difteria, tétano e tuberculose, entre outras doenças.
Segundo o Ministério da Saúde, a campanha foi antecipada neste ano em relação a 2025, quando ocorreu em outubro. A mudança levou em consideração o calendário eleitoral.
A mobilização também marca uma alteração no esquema de vacinação contra a poliomielite. A partir desta segunda-feira, crianças de 4 anos passam a receber o segundo reforço exclusivamente com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicada por meio de injeção.
A mudança substitui definitivamente o uso da vacina oral, conhecida como “gotinha”, que deixou de fazer parte do esquema vacinal brasileiro em novembro de 2024.
Com a atualização, o calendário passa a contar com três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses de vida, além dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
De acordo com o Ministério da Saúde, a alteração segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a fase final de erradicação da poliomielite. A vacina inativada reduz o risco de circulação de poliovírus associado à imunização e mantém a proteção contra a doença.
Além da campanha nacional, três cidades de São Paulo – a capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo – terão uma estratégia específica de reforço contra o sarampo durante o mesmo período.
Nesses municípios, pessoas entre 6 meses e 59 anos poderão receber a vacina independentemente do histórico de imunização. Bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias receberão a chamada dose zero.
A medida foi adotada após a confirmação de 15 casos de sarampo no estado, sendo 12 na capital, um em Guarulhos e dois em São Bernardo do Campo.
O Brasil não registra casos de poliovírus selvagem desde 1989 e recebeu, em 1994, a certificação internacional de área livre da circulação do vírus. Apesar disso, o Ministério da Saúde destaca que a vacinação continua sendo essencial para evitar o retorno da doença.
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