A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (08) o julgamento que pode condenar Geddel e Lúcio Vieira Lima por associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Na semana passada, o relator do processo, ministro Edson Fachin, votou pela condenação dos dois no caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento em Salvador, em 2017.
Ao votar pela condenação de Geddel, Fachin analisou as provas obtidas pela Polícia Federal. Segundo o ministro, peritos encontraram fragmentos das digitais de Geddel nos sacos de dinheiro que estavam dentro do apartamento.
Além disso, segundo o ministro, o doleiro Lúcio Funaro relatou e comprovou em depoimentos de delação premiada que fez entregas de propina em dinheiro a Geddel. De acordo com o delator, o repasse de propina foi de aproximadamente R$ 20 milhões, entre 2012 e 2015, quando o ex-deputado era vice-presidente da Caixa. Os repasses ocorriam em troca da liberação de empréstimos a empresas interessadas em obter os recursos e ocorreram em hotéis, hangares de táxi-aéreo e no escritório de Funaro, em São Paulo.
Sobre a conduta de Lúcio Vieira Lima, Fachin disse que o irmão de Geddel ajudou na lavagem de dinheiro ao investir em empresas da família e no mercado imobiliário, por meio da ocultação do valores de propina.
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