Após o presidente Jair Bolsonaro condicionar o recebimento dos US$ 20 milhões do G7 para a Amazônia a o Palácio do Planalto voltou atrás, ontem (27), nas exigências impostas para aceitar a oferta europeia.
Questionado por jornalistas sobre se a Presidência mantinha a exigência a Macron, o porta-voz Otávio Rêgo Barros não confirmou, mas disse que o Brasil aceitará recursos desde que seja respeitada a "soberania nacional" e que o dinheiro possa ser gerenciado da forma mais conveniente ao país.
"Quaisquer recursos advindos do exterior em benefício do combate a esse momento que vivenciamos de queimadas serão bem-vindos, mas também gostaria de reforçar que é essencial entendimento de quem venha a promover essa doação de que a governança desses recursos, financeiros ou de reposição de materiais e ferramentas, é do governo brasileiro", disse.
Segundo o porta-voz, o governo está aberto a receber aportes de organizações e países. Sendo oferecidos os recursos, haverá sempre um "estudo de situação" para verificar se a doação será aceita, como e o que será feito dela. Em nenhum momento da entrevista, Rêgo Barros citou ou reiterou uma exigência de desculpas a Macron.
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