Com a chegada da Semana Santa, a procura por peixes e frutos do mar cresce significativamente em feiras e supermercados. Esse aumento está diretamente ligado à tradição católica de abstinência de carne vermelha durante a Quaresma e, especialmente, na Semana Santa, elevando em pelo menos 20% o consumo desses alimentos, segundo a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado.
Entre as espécies mais procuradas pelos consumidores estão a tilápia, sardinha, merluza e pescada, que são conhecidas por sua versatilidade e benefícios nutricionais. O nutricionista Erival Amorim destaca que cada uma dessas espécies apresenta características únicas.
“Todas são boas fontes de proteína de alto valor biológico, porém a sardinha se destaca por ser rica em ômega-3, vitamina D e minerais como cálcio e selênio. Já tilápia, merluza e pescada são mais magras, com menor teor de gordura e menor quantidade de ômega-3, sendo ainda assim opções saudáveis”.
Como identificar um peixe fresco?
Erival Amorim orienta que para identificar um peixe fresco, é importante observar alguns sinais como olhos brilhantes e salientes, guelras com coloração vermelho vivo, odor suave (sem cheiro forte), carne firme ao toque e escamas bem aderidas ao corpo. Segundo ele, esses critérios indicam menor degradação e melhor qualidade nutricional do alimento.
E os peixes congelados?
O consumo de peixes congelados também é uma alternativa prática e segura, desde que alguns cuidados sejam tomados. “É importante verificar se a embalagem está íntegra, sem sinais de violação, evitar produtos com excesso de gelo ou cristais grandes (indicando possível descongelamento prévio), além de conferir a validade e a presença de selo de inspeção sanitária”, alertou.
Armazenamento e manuseio
Observar as condições de armazenamento no local de venda é outro ponto essencial. O nutricionista afirma que o peixe deve estar exposto sobre gelo limpo e em quantidade suficiente, em ambiente higienizado e sem odores desagradáveis. Também é importante observar se os manipuladores utilizam equipamentos adequados, como luvas e aventais, e se há boas práticas de higiene para evitar contaminação.
Preparação x nutrientes
A forma de preparo também influencia diretamente na preservação dos nutrientes, como proteínas e ômega-3. Métodos como cozinhar no vapor, assar ou grelhar são os mais indicados por manterem os valores nutricionais do alimento, além de reduzirem o uso de óleo. O nutricionista Erival Amorim, que também é professor do curso de Nutrição da Estácio, alerta para evitar formas de preparo que envolvam fritura por imersão, empanados ou molhos gordurosos, pois essas técnicas podem aumentar o teor calórico e diminuir os benefícios nutricionais dos peixes.
O nutricionista também orienta com relação aos temperos e acompanhamentos. Para uma refeição saborosa e equilibrada, ele recomenda o uso de temperos naturais como alho, cebola, limão, ervas frescas (salsa, coentro, alecrim) e azeite de oliva é altamente recomendado. Como acompanhamento, o ideal é incluir alimentos como arroz integral, legumes, verduras e saladas, garantindo uma refeição equilibrada e nutritiva.
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