Como já era esperado, a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro na cerimônia de posse do novo chefe de Estado argentino, Javier Milei, incomodou presidentes sul-americanos. Mesmo sem mandato, Bolsonaro sentou-se próximo dos presidentes em exercício, cumprindo à risca o protocolo argentino. Nos eventos realizados no Congresso Nacional, o ex-presidente brasileiro recebeu o mesmo tratamento de um chefe de Estado.
Após o discurso, Bolsonaro foi um dos convidados internacionais que abraçou o novo presidente argentino. O ex-presidente brasileiro sentou-se ao lado do primeiro ministro da Hungria, Viktor Orbán. Na mesma fileira de cadeiras estavam os presidentes do Equador, Gustavo Noboa, do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e do Paraguai, Santiago Peña.
O incômodo dos chefes de Estado sul-americanos aumentou na parte da tarde, quando todos foram para a Casa Rosada. Houve, segundo as mesmas fontes, sondagens de pessoas próximas de Bolsonaro e do próprio Milei, que tentaram incluir o ex-presidente brasileiro na foto oficial do novo presidente argentino com outros chefes de Estado internacionais, a clássica foto de família. As sondagens fracassaram, principalmente pela oposição de presidentes sul-americanos. Também esteve em Buenos Aires o chileno, Gabriel Boric.
O representante oficial do Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conseguiu evitar cruzar com Bolsonaro. Diplomatas brasileiros conversaram várias vezes com o embaixador e ex-chanceler argentino, Jorge Faurie, encarregado de todo o protocolo da posse, para garantir uma visita tranquila de Vieira ao país.
Finalmente, na hora dos cumprimentos na Casa Rosada, o chanceler brasileiro pode ter um breve encontro com Milei num local separado de onde passaram os chefes de Estado e, também, Bolsonaro. A própria chanceler argentina, Diana Mondino, confirmaram fontes brasileiras, atuou nas sombras para que o aperto de mãos entre Milei e Vieira ocorresse num ambiente de tranquilidade — leia-se sem Bolsonaro por perto.
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