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A Black Friday e o impacto psicológico do consumismo desenfreado

Alguns sinais a serem observados, de acordo com Lacerda, incluem ansiedade e estresse excessivos, especialmente se concentrados nas promoções e gastos.

24/11/2023 11h46
Por: Redação
A Black Friday e o impacto psicológico do consumismo desenfreado

 

Neste ano, a Black Friday ocorre no dia 24 de novembro. Reconhecida por suas ofertas irresistíveis e descontos tentadores, a tradicional sexta-feira de ofertas pode representar não apenas uma oportunidade de compra, mas também uma fonte significativa de estresse, conforme alerta o psicólogo Thiago Lacerda, professor do curso de Psicologia da Estácio.

Segundo o especialista, durante a Black Friday e no período que a precede, a pressão social e de marketing são intensas, gerando uma sensação constante de urgência, quase como se o consumidor estivesse perdendo algo crucial ao não participar. "A competição por produtos limitados pode ser esmagadora em vários aspectos, levando a um aumento no estresse e na ansiedade. A gestão financeira também é um grande fator gerador de estresse, pois muitas pessoas se preocupam com gastos excessivos e seu impacto nas finanças pessoais", destaca.

A frustração surge quando as expectativas dos clientes não correspondem à realidade, seja por não encontrarem as ofertas desejadas ou por enfrentarem problemas logísticos. "O consumo excessivo, especialmente em um evento como a Black Friday, pode ter um impacto complicado no bem-estar emocional. Por um lado, a realização de uma compra pode proporcionar satisfação imediata, mas, por outro, frequentemente resulta em sentimento de culpa e arrependimento. A longo prazo, isso pode contribuir para uma saúde mental precária, com aumento nos níveis de ansiedade e estresse", completa o psicólogo.

Alguns sinais a serem observados, de acordo com Lacerda, incluem ansiedade e estresse excessivos, especialmente se concentrados nas promoções e gastos. "O comportamento impulsivo nas compras também é um indicador. Além disso, se alguém começa a se isolar socialmente para se concentrar nas compras ou por vergonha de seu comportamento de consumo, isso também pode ser um sinal de alerta", explica.

Segundo o professor da Estácio, a chave está no equilíbrio. "Planejar e estabelecer um orçamento claro pode ajudar a evitar decisões de gastos impossíveis. É crucial estar ciente sobre as táticas de marketing e resistir à urgência artificial que elas criam. Priorizar a saúde mental é crucial. Atividades relaxantes ou de autocuidado podem ser muito benéficas nesses momentos", indica.
 
Lacerda também orienta os consumidores a focarem na qualidade das compras, em vez de se deixarem levar pela quantidade de ofertas. "E, é claro, buscar apoio de amigos, familiares ou até mesmo ajuda profissional se o estresse ou a ansiedade se tornarem difíceis de controlar", finaliza.

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