O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro, que é "impossível" enviar, sem autorização da Justiça, as imagens internas gravadas no Palácio da Justiça na data dos atos golpistas.
Conforme Dino, o envio das imagens aos parlamentares foi solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a disponibilização delas, sem a autorização, poderia "resultar no descumprimento de decisão do STF e comprometer investigações, gerando possível responsabilização".
No final do mês de julho, Dino negou os pedidos da Comissão para acessar as filmagens, segundo ele, com o intuito de preservar as investigações criminais. Na última terça-feira (1º), o presidente da CPMI, o deputado baiano Arthur Maia (União), deu prazo de 48 horas para que Dino enviasse as gravações e em caso de descumprimento, "medidas coercitivas" poderiam ser adotadas para obter as imagens.
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