O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reconheceu nesta quarta-feira (10), que a liberação de emendas parlamentares por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter sido mais ágil. Em entrevista à GloboNews, o petista também admitiu ter problema na articulação política da gestão.
Rui Costa disse que faltou reuniões com líderes da Câmara dos Deputados para evitar a derrota do decreto que promoveu alterações no Marco do Saneamento. O governo vem sofrendo críticas quanto à articulação política de Lula, dentre elas, do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no caso das emendas parlamentares (2).
“Eu diria que não foram empenhadas as emendas no prazo e na expectativa que os parlamentares tinham, mas as coisas estão sendo azeitadas", disse ele. "Eu acho que temos que reconhecer um erro nosso. Eu tinha pedido duas ou três vezes que nós fizéssemos antecipadamente uma reunião com líderes para apresentar o decreto. E pelo excesso de trabalho essa reunião e pela agenda dos parlamentares não conseguimos fazer essa reunião com antecedência. E permitiu que a desinformação tomasse conta", acrescentou.
O chefe da Casa Civil também afirmou que o governo está buscando atuar de uma forma diferente no Senado, por isso manteve reuniões prévias com os representantes da Casa.
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