O Partido Liberal entrou com uma ação contra o senador eleito Sérgio Moro (União Brasil), alegando que durante as eleições de 2022, o ex-juiz federal se beneficiou de caixa dois e perpetuou abuso de poder.
Apesar de Moro ter “reatado” com Bolsonaro e acompanhado ele em compromissos durante a campanha de reeleição no ano passado, o PL, partido do ex-presidente, entrou com o processo no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PR), no dia 23 de novembro, que estava em segredo até janeiro de 2023.
A sigla afirma que o ex-juiz federal superou o teto de gastos na disputa do Senado, alegando que mesmo com o limite estabelecido por lei, de R$ 4,4 milhões, Moro supostamente gastou o total de R$ 6,7 milhões para a pré-campanha à Presidência e a campanha ao Senado.
"O conjunto das ações foi orquestrado de forma a, dentre outras irregularidades, usufruir de estrutura e exposição de pré-campanha presidencial para, num segundo momento, migrar para uma disputa de menor visibilidade e teto de gastos vinte vezes menor, carregando consigo todas as vantagens e benefícios acumulados indevidamente", diz um trecho do documento.
Além disso, o senador eleito foi acusado de limitar as contratações de serviços por parte de partidos e fundações partidárias com empresas de amigos e conhecidos dele.
Posicionamento de Sérgio Moro
Diante da gravidade das acusações e da repercussão da ação, Moro emitiu um pronunciamento oficial, onde repudiou a postura do PL e afirmou que irá processar o partido “pelas falsidades levantadas”.
“Eu e meus suplentes ainda aguardamos ser notificados pela Justiça Eleitoral. Daquilo que vi pela imprensa, porém, percebo tratar-se de uma ação feita em parceria pelo PL/PR e Podemos, ou seja, entre o segundo e terceiro colocados derrotados, atendendo aos interesses de uma nova eleição e do PT. Puro desespero dos perdedores e de quem teme nosso mandato” iniciou a nota.
“Todavia, nada temo. Sei da lisura das minhas ações, suplentes e fornecedores. Não houve aplicação ilegal de recursos, tampouco caixa2, triangulação ou gastos além do limite, como sugerem provar apenas com matérias de blogs e notícias plantadas. A ilustrar o absurdo da ação encontra-se a afirmação fantasiosa de que a pré-candidatura presidencial teria beneficiado minha candidatura ao senado quando foi exatamente o oposto, tendo o abandono da corrida presidencial gerado não só considerável e óbvio desgaste político, mas também impacto emocional.”
“Tentam nos medir com a régua deles. Mas nossa retidão moral é inabalável e inquestionável, como será novamente demonstrado. Ao final serão processados, eles sim, pelas falsidades levantadas”, concluiu.
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