A presidência da República dispensou 40 militares que atuavam em funções administrativas e de segurança no Palácio da Alvorada e no Palácio do Planalto. O grupo desligado é formado por membros do Exército, Marinha e Aeronáutica de baixa patente. Estes militares permanecem nas Forças Armadas, mas sem a gratificação pela função que exerciam na cúpula do Executivo.
A substituição segue a demonstrações do presidente Lula de desconfiança com relação a atuação de militares na invasão do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro. O petista lembrou que a porta de entrada não foi arrombada, mas provavelmente aberta por alguém.
Outro foco de tensão neste início de governo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também foi alvo de desligamento. A pasta dispensou três militares do cargo de assessor técnico militar na Coordenação-Geral de Operações de Segurança Presidencial. Um dos demitidos foi o tenente-coronel do Exército Marcelo Ustra da Silva Soares, primo do torturador da época do regime militar (1964-1985) Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Marcelo Ustra foi designado para acompanhar o então presidente Jair Bolsonaro para Orlando (EUA). Bolsonaro segue na Flórida, mas como ex-presidente mantém o direito de nomear alguns assessores e seguranças. Fonte: G1
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