Vice-presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara , defendeu a prioridade na aliança nacional da legenda com o PT e o apoio ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva. A seu ver, as questões nos estados – inclusive na política pernambucana – podem continuar sendo discutidas em paralelo à questão nacional.
” Mas as questões locais não podem nunca ser impedidoras de uma ação maior que, no entendimento hoje, é estarmos muito unidos em torno da candidatura do (ex-)presidente Lula”, ressaltou Câmara em entrevista à Folha de S. Paulo. O dirigente revelou que não haverá obstáculo a uma filiação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nem a uma eventual candidatura do ex-tucano a vice-presidente, caso convidado por Lula.
Câmara avalia que “Alckmin é um perfil mais ao centro. Conhecemos a sua trajetória política e ele tem uma contribuição a dar a uma possível chapa Lula-Alckmin”. Ainda na entrevista, o vice-presidente do PSB apoia a ideia de uma federação de partidos incluindo a legenda, o PT e o PCdoB. “Se for importante para o fortalecimento do campo progressista com uma demonstração justamente do que queremos pro Brasil, evidentemente que nós vamos apoiar.”
Câmara defendeu uma das bandeiras defendidas por Lula e pela presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann: a revogação da reforma trabalhista, instituída no governo Michel Temer (MDB), entre 2016 e 2018. “Entendo que precisamos de uma legislação trabalhista que esteja adequada para geração de emprego e de renda e diminuição de desigualdades. A legislação atual não está ajudando o Brasil a gerar emprego nem a melhorar a vida dos trabalhadores”.
Governo de Pernambuco
Sobre a realidade local que enfrenta, Paulo Câmara afirmou à Folha que não escolheu quem deve ser o postulante à sua sucessão. Mas deixou claro o desejo de que a legenda permaneça com a cabeça de chapa na sucessão estadual e que pretende cumprir o mandato até dezembro.
O dirigente entende que o candidato a governador deve ter “um perfil de um gestor público, mas que seja da política. Temos que respeitar a política, temos que valorizar a política, mas precisamos também ter capacidade gerencial de fazer entregas em favor da população”. Câmara ponderou que o ex-prefeito de Recife e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Julio, já externou a posição de não concorrer para governador.
“Não tenho dúvida que PT e o PSB vão estar juntos em torno do que for deliberado ao longo de janeiro das nossas discussões”, arrematou Câmara, ao falar do lançamento do senador Humberto Costa como pré-candidato a governador pelo PT. O governador lembrou que ambos integraram a chapa majoritária em 2018, quando se reelegeu ao governo e o petista, ao Senado.
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