A secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), Mayra Pinheiro, apelidada de ‘Capitã Cloroquina’, teve o pedido negado para o habeas corpus pelo direito de não responder às perguntas feitas na CPI da Pandemia no Senado. A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (18), de acordo com a CNN Brasil.
Na decisão, o magistrado entendeu que “nada há nos autos que leve à conclusão de que se deva deferir à paciente o direito de permanecer calada durante seu depoimento, mesmo porque essa proteção constitucional é reservada àqueles que são interrogados na condição de investigados, acusados ou réus por alguma autoridade estatal”.
Ainda de acordo com o ministro, a secretária é obrigada a comparecer e prestar depoimento na CPI por ser servidora pública, e ainda deve permanecer “à disposição dos senadores […] até o encerramento dos trabalhos, não lhe sendo permitido encerrar seu depoimento, de forma unilateral, antes de ser devidamente dispensada”.
No pedido, a secretária argumentou que os depoentes na CPI estão sendo tratados com agressividade pelos senadores, e pediu a preservação das testemunhas. Ela será ouvida pela comissão na próxima quinta-feira (20).
Mayra Pinheiro foi apelidada de ‘Capitã Cloroquina’ por defender o chamado ‘tratamento precoce’ contra o coronavírus, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, a exemplo da cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.
Política PL lança Rogério Marinho à disputa pela presidência do Senado
Política PSOL trava saída de grupo de Boulos e exige negociação para o PT
Política Senado vota PEC da Segurança nesta semana; proposta envolve redução da maioridade penal
Política Após derrota, Flávio Bolsonaro fala em disputar Presidência novamente antes de 2030
Política Funcionário da Casa Branca organizou jato usado por Flávio Bolsonaro em fuga, diz NYT
Eleições 2026 Flávio Bolsonaro deixa o Brasil com esposa e filhas e deve pedir asilo político nos EUA