O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desistiu de pedir à Justiça para que concedesse a ele o direito de resposta ao editorial do Jornal Nacional que questionou os deveres de um chefe do Palácio do Planalto para evitar mortes por Covid-19 no Brasil.
O questionamento ocorreu no dia 8 de agosto, quando o país registrou 100 mil mortes pela doença (hoje já ultrapassa 428 mil pessoas mortas pela Covid-19).
Lido por William Bonner e Renata Vasconcellos, o texto lembrava que o país estava sem um ministro titular da Saúde havia 85 dias. E que Bolsonaro reagia às seguidas notícias de explosões de mortes dizendo que a doença era uma “chuva” e que todos iriam se molhar, que a morte é um destino de todos ou respondendo “e daí?” e “não sou coveiro” quando questionado sobre os óbitos. S
Bolsonaro reagiu então em seu Twitter dizendo que a TV Globo festejava as mortes. Na sequência, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com pedido de resposta. Depois de perder em duas instâncias, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o órgão informou à Justiça que não apresentará recurso para reverter a decisão.
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