O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acredita que é necessário fortalecer uma "terceira via" para as eleições de 2022, fugindo da polarização entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista exclusiva a Mário Kertész, exibida hoje (8) no Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, FHC afirmou que o atual presidente é uma expressão do "medo do PT" por parte dos brasileiros.
"Espero que não haja um clima de terror na campanha. Já declarei de antemão que não sou favorável nem a Lula nem a Bolsonaro, quero uma terceira via. Mas espero que haja. Como é que vai haver? Você tem que criar, e quem cria é o candidato. No Brasil, você pode escrever o que quiser, publicar livro na Europa e nos Estados Unidos. Não adianta nada. O que adianta é confiar ou não na pessoa. E como é que você confia? Pelo ouvido. Ou pela televisão. Dos vários candidatos que tem aí, não sei quem vai ser. Se houver alguém que encare um futuro, e as pessoas acreditem, 'com esse eu vou', vai ganhar. Se não, dá Bolsonaro outra vez. Ou Lula. Nós já vimos os dois", disse, acrescentando que Lula deve abrir mão da cabeça de chapa: "Agora, acho que o ex-presidente Lula já está velhinho também, tem que apoiar outro candidato".
FHC acredita que ainda é cedo para saber quem será o candidato mais viável como terceira via. "Vai ser quem tiver capacidade de, daqui a alguns meses, colocar uma questão que toque no povo. Quem ganha ou perde a eleição não somos nós, tem que expressar um sentimento da maioria", afirmou.
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