O ex-secretário-adjunto da Casa Civil da Presidência da República Vicente Santini, exonerado em janeiro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro após ter usado um voo da Força Aérea Brasileira para viajar à Índia, foi nomeado para um novo cargo.
A nomeação saiu no "Diário Oficial da União". Santini será secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A primeira exoneração dele ocorreu em janeiro do ano passado. Santini foi à Índia acompanhar a comitiva presidencial em viagem oficial, mas o uso de um avião da FAB, e não comercial, irritou o presidente Jair Bolsonaro.
No mesmo dia, Santini foi nomeado para outro cargo na Casa Civil. Ele seria assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil. Só que, horas depois, Bolsonaro tornou a nova nomeação sem efeito.
Santini era até o começo da semana o número dois na Casa Civil. Ele foi mandado embora por viajar em um avião da FAB e readmitido nesta quarta em outro cargo, mas durou pouco.
De acordo com o blog do Valdo Cruz, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filhos do presidente, haviam feito um apelo para ele manter Santini no governo. Os dois são amigos de Santini e, após a primeira exoneração, haviam pedido para Bolsonaro aceitá-lo em um novo cargo. Foi lembrado que Santini, durante a campanha, chegou a conseguir segurança extra para a mulher de Bolsonaro, Michelle – intermediada por um irmão de Santini em São Paulo.
Em setembro de 2020, Santini foi nomeado como assessor do Ministério do Meio Ambiente.
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