O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) não abrirá um processo de impeachment contra o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) no final da sua liderança na Casa. Os 60 pedidos já protocolados, porém, não serão arquivados e o seu sucessor poderá levá-los adiante. A informação é da Folha de S.Paulo.
Caso Maia iniciasse a ação, o substituto teria que levar o caso adiante em fevereiro, quando o Legislativo voltará a funcionar.
Maia alega que a decisão foi tomada por entender que não há ambiente político e por não querer que o acusem de oportunismo. O atual presidente da Câmara também não quis arquivar os casos, pois isso aumentaria ainda mais o volume de críticas que vem recebendo por não agir com mais rigor contra as condutas irresponsáveis de Bolsonaro.
Os candidatos ao cargo na Câmara são Arthur Lira (PP-AL), aliado do chefe de Estado, e Baleia Rossi (MDB), em uma aliança liderada por Maia, com 11 partidos, incluindo alguns da oposição.
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