O governador Wilson Witzel (PSC-RJ) declarou, em um pronunciamento no Palácio Laranjeiras na manhã de hoje (28), que está "indignado" com o afastamento do cargo. Witzel se disse perseguido pelo governo federal e fez ataques ao ex-secretário Edmar Santos, que foi preso pelas denúncias de corrupção na Saúde e delatou o governador.
"Mais uma vez quero manifestar a minha indignação e uma busca e apreensão e, mais uma vez, é uma busca e decepção. Não encontrou um real, uma joia, simplesmente mais um circo sendo realizado", disse Witzel. "Você não pode afastar um governador com a suposição de que ele vai fazer algo."
"Essa minha indignação é a indignação de um cidadão que veio governar o Estado do Rio de Janeiro e está sendo massacrado politicamente porque há interesses que não me querem governando o estado. Há interesses poderosos contra mim e querem destruir o Rio de Janeiro", acrescentou.
O governador do Rio ainda fez ataques à Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu investigação de um suposto "uso político" da instituição. "O Superior Tribunal de Justiça possui vários subprocuradores. Por que não se faz, como em qualquer outro Ministério Público, a distribuição e não o direcionamento para um determinado procurador: no caso a Dra. Lindôra [Maria Araújo, que chefia a Lava Jato na PGR). E a imprensa já noticiou o seu relacionamento próximo com a família Bolsonaro", disse Witzel.
"Eu quero desafiar ao Ministério Público Federal na pessoa da Dra. Lindôra, que a questão agora é pessoal, né? É pessoal. Ela me adjetivou como chefe da organização criminosa. Eu quero que ela apresente um único e-mail, um único telefonema, uma prova testemunhal, um pedaço de papel em que eu tenha pedido qualquer tipo de vantagem ilícita para mim", afirmou.
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