Terça, 03 de Fevereiro de 2026
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Pastor Tom continua no exercício do mandato até julgamento de embargos, diz defesa do deputado

Presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso indeferiu pedido para cassação imediata do diploma eleitoral do parlamentar

26/08/2020 15h09
Por: Redação
Foto: Reprodução
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A defesa do deputado estadual Pastor Tom (PSL) informou que o parlamentar continuará no exercício do seu mandato, uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda julgará embargos de declaração interpostos como prova de sua filiação partidária na eleição de 2018, quando era então candidato à Assembleia Legislativa. Ainda não prazo definido para a análise do recurso.

Em sessão no dia 2 de junho, a corte julgou procedente uma ação ajuizada pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) que pede a cassação da diplomação do deputado. Em 17 de agosto, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, por sua vez, indeferiu o pedido para a execução imediata de decisão.

A ação de impugnação contra Pastor Tom diz que sua postulação ao Legislativo estadual à época fora registrada sem comprovação de filiação partidária.

“Durante o recesso do TSE, nós impusemos embargos de declaração com efeitos modificativos trazendo aos autos mais de uma dezena de decisões exaradas e expedidas pela zona eleitoral de Feira de Santana, em que gente constatou, detectou e expressamente ratificou a existência de filiação partidária na data do registro do à época candidato, hoje deputado estadual. Com a oposição dos embargos, automaticamente foram trazidas novas provas contundentes aos autos”, diz o advogado Guttemberg Oliveira Boaventura.

Segundo Boaventura, embora tenha sido publicado nesta terça (25), o acórdão do TSE sobre a decisão a favor do MPE diz respeito à abertura de prazo para a apresentação das contrarrazões pelos embargados, portanto sem efeito processual que interfira no exercício do mandato do deputado.

“O deputado estadual Pastor Tom vai continuar no mandato até o julgamento dos respectivos embargos de declarações com efeitos modificativos, que ainda não têm pauta designada pelo TSE. Assim, afirmamos e reafirmamos que o deputado continua no exercício pleno do seu mandato”, diz o advogado do parlamentar.

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