Após ter tido R$24 milhões em bens bloqueados pela justiça na tarde desta terça-feira (3), o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM), negou, em entrevista ao programa Rotativo News, da Rádio Sociedade News, a fraude e disse acreditar na inocência também dos demais acusados. “O que vale é a consciência do dever cumprido e tenho a consciência limpa de que agir com honestidade com o dinheiro público e o tempo mostrará. Não cometi nenhum crime e acredito que as outras pessoas também não praticaram”, disse.
Ronaldo e outras quatro pessoas, são investigados por suspeita de fraude em nove licitações do governo municipal com a Coofsaúde – cooperativa que prestou serviço terceirizado para a gestão.
Ao programa jornalístico, o democrata ressaltou que dos 68 anos de idade, 50 foram dedicados a vida pública com mais de três mandatos como prefeito de Feira de Santana e 100% das contas aprovadas. Disse também que nunca contestou as manifestações do MPF e, após responder a diversos questionamentos, todas foram arquivadas. “Algumas ações que foram à justiça também foram arquivadas. Esta é uma ação que apareceu no final de 2018 e agora reaparece com a manifestação de uma liminar de penhora dos meus bens”, afirmou.
“A casa que eu moro, que foi uma herança da minha esposa; mil tarefas de terra adquiridas há quarenta anos em Várzea da Roça; uma casinha na ilha que estou vendendo; um apartamento em Salvador adquirido há 35, 40 anos financiado pela Caixa; e um carro, com três ou quatro anos de uso, que também paguei entrada com o carro anterior e financiei. Metade das propriedades herança de família, outra metade adquiri há quarenta anos. Se sou um homem dessas posses, como pode ter um volume de dinheiro que tenho até dificuldade de descrever?”, questionou. E acrescentou: “Como desvia dinheiro se é pagamento de pessoal?”, completou.
Segundo José Ronaldo, ele ainda não foi oficialmente notificado. Ele afirmou que assim que for, agirá conforme a lei. “Não li nada ainda, meu advogado também não. (...) Em posse (do documento), vamos ao advogado e o advogado vai analisar tudo e fazer a devida defesa da questão toda”, finalizou.
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