A direção nacional do PSOL decidiu impor barreiras à debandada de parlamentares da corrente Revolução Solidária rumo ao PT. A cúpula partidária não concederá cartas de anuência automáticas aos quadros que pretendem trocar de legenda, exigindo negociações formais e individuais para formalizar o desligamento sem a perda dos mandatos eletivos por infidelidade partidária.
Segundo informações inicialmente divulgadas pela Folha de S.Paulo, a medida impacta diretamente lideranças de expressão nacional ligadas ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Entre os alvos da restrição estão a deputada federal Erika Hilton (SP) e os deputados federais eleitos Natalia Boulos (SP) e Rick Azevedo (RJ), além de parlamentares estaduais e vereadores que avaliam migrar conjuntamente para a legenda petista.
A movimentação reflete o aprofundamento das divergências internas no PSOL sobre a condução política da esquerda. Enquanto o grupo liderado por Boulos defende uma integração institucional mais estreita com o governo federal e o PT, a cúpula psolista rejeitou propostas de federação partidária, optando por preservar a autonomia ideológica da sigla frente ao Palácio do Planalto.
Sem a liberação consensual do PSOL, os congressistas interessados na migração enfrentarão um impasse jurídico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar a manutenção de suas cadeiras na Câmara dos Deputados antes de formalizar a troca de legenda.
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