A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou na sexta-feira (30) mais duas mortes causadas por sarampo no estado.
As vítimas foram dois bebês: uma menina de 4 meses, residente de Barueri (SP), e um garoto de 9 meses, residente da capital paulista.
Em ambos os casos, os bebês começaram a apresentar sintomas de sarampo no mês de julho e desenvolveram quadro de pneumonia, uma das complicações vinculadas à doença.
A faixa etária dos menores de um ano não faz parte do calendário nacional de vacinação e corresponde ao grupo mais vulnerável ao sarampo.
A situação levou o Ministério da Saúde a passar a recomendar, desde a última semana, uma dose extra para bebês a partir de seis meses.
De acordo com a secretaria, as mães de crianças com idade inferior a seis meses devem evitar a exposição da criança a aglomerações, manter higienização e ventilação adequada nos ambientes.
“Sobretudo devem procurar imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal”, informou a secretaria em nota.
Segundo a diretora-técnica da Divisão de Imunizações da secretaria, Helena Sato, bebês são considerados mais suscetíveis a complicações que, embora não sejam frequentes, podem estar relacionadas ao sarampo. Além da pneumonia, outra complicação possível é a encefalite.
“É fundamental que as crianças a partir dos seis [meses] já tomem a vacina contra o sarampo. Também é importante que essas crianças retornem ao posto de vacinação com um ano e ao completar um ano e três meses para garantir a proteção”, disse.
Com a confirmação da morte dos bebês, são três as mortes por sarampo em São Paulo neste ano. O primeiro óbito foi confirmado na terça-feira (28).
A vítima foi um homem de 42 anos, sem histórico de vacinação e que havia passado por uma cirurgia para retirada do baço, órgão que faz parte do sistema linfático e ajuda na defesa do organismo.
Neste ano, até o momento, houve 2.457 casos confirmados de sarampo no estado; destes, 66,6% se concentram na capital, com 1.637 casos.
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