Presente no desfile do 2 de Julho, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou, nesta quarta-feira, a decisão do Congresso Nacional de derrubar o decreto do presidente Lula que aumentava a alíquota do IOF para operações financeiras de alto valor, classificando a medida como uma proteção aos mais ricos que penaliza os mais pobres e a classe média. A declaração foi feita durante o cortejo cívico em Salvador, onde o parlamentar caminhou ao lado do presidente, do governador Jerônimo Rodrigues, da candidata à presidência do PT de Salvador, Ana Carolina, além de militantes e lideranças populares.
Robinson Almeida também celebrou o anúncio do presidente Lula do envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para tornar o 2 de Julho o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil, reconhecendo oficialmente o protagonismo histórico da Bahia no processo de libertação do país. Para o petista, a medida “repara uma injustiça histórica" e valoriza o papel do povo baiano como agente central da construção da nação brasileira.
“É uma decisão correta e simbólica. O Brasil precisa reconhecer o papel da Bahia, do seu povo e da sua luta na consolidação da independência. O 2 de Julho não pode ser apenas uma celebração regional, mas sim uma referência nacional de soberania, resistência e participação popular”, avaliou o deputado.
Para Robinson, a presença de Lula na celebração da data magna da Bahia representa o reencontro do país com um projeto de soberania popular e justiça fiscal, em contraponto às ações do Congresso que, segundo ele, continuam a preservar privilégios das elites econômicas em detrimento da população trabalhadora.
“Em 1823, o povo baiano lutou com bravura pela independência do Brasil. Hoje, o povo é chamado novamente à luta, desta vez contra um sistema tributário regressivo, que sobrecarrega os mais pobres e a classe média, enquanto preserva os privilégios dos super-ricos”, afirmou Robinson.
“O presidente Lula está liderando essa luta, e o apoio popular é fundamental para garantir que o Brasil avance com mais justiça e equilíbrio fiscal”, completou o petista.
A crítica do deputado se insere no contexto do debate nacional sobre a a necessidade de se corrigir distorções no atual modelo tributário brasileiro. Segundo Robinson, é urgente romper com um sistema que impõe a maior carga tributária sobre o consumo, prejudica os mais pobres e poupa os mais ricos.
“Precisamos de um sistema progressivo, em que quem tem mais pague mais, como acontece nas democracias mais desenvolvidas do mundo. Hoje, no Brasil, os pobres carregam o peso, pagam mais, e os mais ricos são isentos ou pagam, proporcionalmente, muito menos em relação à sua renda”, pontuou.
O petista também destacou que o 2 de Julho, data que marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas do Brasil há 202 anos, é um símbolo permanente da resistência popular e da defesa da soberania nacional.
“Essa data representa a coragem de um povo que nunca se curvou às injustiças. É por isso que hoje, com Lula presente na Bahia, damos novo significado a essa luta, enfrentando desigualdades históricas que ainda impedem o pleno desenvolvimento do nosso país. A luta por justiça tributária é parte central desse projeto, e o 2 de Julho reafirma que, da Bahia, partem os grandes movimentos pela liberdade e pela igualdade no Brasil”, concluiu Robinson Almeida.
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