Segunda, 23 de Março de 2026
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PF faz operação para desarticular esquema clandestino de vinhos em Feira de Santana e em mais quatro cidades da Bahia

A ação ocorre em Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Camaçari, Paulo Afonso e Cruz das Almas.

09/11/2022 10h10
Por: Redação
PF faz operação para desarticular esquema clandestino de vinhos em Feira de Santana e em mais quatro cidades da Bahia

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira, 9, para desarticular organização criminosa responsável por esquema milionário de descaminho de vinhos. A ação ocorre em Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Camaçari, Paulo Afonso e Cruz das Almas.

A PF informou que, com o aprofundamento das investigações, mapeou os principais integrantes da organização criminosa e identificou que, de dezembro de 2020 a abril de 2022, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões.

Segundo a Polícia Federal, na ação, mais de 100 policiais federais executam oito mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

Também são executadas ordens judiciais para o bloqueio de veículos, bens imóveis e contas bancárias. A operação conta com o apoio da Receita Federal e da Polícia Militar da Bahia.

Apreensão de 17 mil garrafas

A investigação teve início em 2022, a partir da apreensão de uma carga de vinhos oriundos da Argentina, no município gaúcho de Horizontina, internalizados no Brasil sem a documentação legal.

A carga ilegal ingressava no Brasil pela fronteira noroeste do Rio Grande do Sul, em embarcações que usavam portos clandestinos na margem brasileira do Rio Uruguai para descarregar a mercadoria.

Posteriormente, o vinho era transportado para São Paulo e Bahia para ser comercializado. Durante as investigações, foram realizadas oito apreensões vinculadas à organização criminosa, que totalizaram mais de 17 mil garrafas de vinho.

A operação recebeu o nome de “Harry Houdini”,em homenagem a um dos mais famosos escapologistas da história, por causa das habilidades de escapar de algemas, correntes, celas e prisões.

A PF explicou que os membros da organização criminosa buscavam escapar das ações fiscalizatórias das autoridades policiais da mesma forma para promover a entrada ilegal das milhares de garrafas de vinhos argentinos.

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