Na noite dessa quinta-feira (29), a TV Globo promoveu o último debate entre os candidatos à Presidência da República. No encontro, exibido às 22h30, os presidenciáveis optaram por deixar de lado a apresentação de planos e propostas e partiram para os ataques e ofensas.
Mediado pelo jornalista William Bonner, o debate recebeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Felipe d’Avila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB).
Confira os destaques:
Ataques e ofensas
O primeiro bloco do debate já começou tenso e com sucessivos pedidos de direito de resposta. O mediador, inclusive, precisou, por diversas vezes, pedir aos candidatos que respeitassem as regras e falassem apenas em seus momentos.
O embate mais esperado, entre Lula e Bolsonaro, já começou com troca de ofensas e acusações. Em uma resposta ao candidato Padre Kelmon, o atual presidente acusou citou Lula e os escândalos de corrupção envolvendo o PT.
“O governo Lula foi o chefe de uma quadrilha, dezenas de delatores devolveram R$ 6 bilhões para pegar uma pena menor. Nós não podemos continuar no país de uma roubalheira. O governo que nos antecedeu não tinha qualquer respeito ou compromisso com a família brasileira”, acusou Bolsonaro.
Lula teve seu direito de resposta aceito pela produção do debate e pediu ao seu adversário "o mínimo de honestidade e de seriedade".
“Falar que eu montei quadrilha com a quadrilha da rachadinha dele, que ele decretou sigilo de 100 anos? Com a rachadinha da família? Do Ministério da Educação com barra de ouro? Ele falar de quadrilha comigo? Ele precisava se olhar no espelho e saber o que está acontecendo no governo dele. Precisava saber o que que foi a quadrilha da vacina, o que é que foi o oferecimento de um dólar por cada vacina importada”, respondeu Lula.
Bolsonaro também teve direito de resposta aceito e utilizou para chamar seu oponente de mentiroso, o ex-presidiário e traidor da Pátria. Em um novo direito de resposta, o Lula disse que faria um decreto para encerrar os sigilos de 100 anos decretados por Bolsonaro.
Candidato padre
Nas redes sociais repercutiu o embate entre os candidatos Padre Kelmon e Soraya Thronicke. Tudo começou com a candidata do União Brasil errando o nome de seu adversário e optando por chamá-lo de “candidato padre”.
Em sua pergunta,Thronicke criticou a forma como o governo Bolsonaro agiu durante a pandemia e perguntou se Padre Kelmon não se arrependia de apoiar essa gestão. Em dado momento, a candidata chamou seu adversário de cabo eleitoral de Bolsonaro e perguntou se ele não “teria medo de ir para o inferno”.
“Medo de ir para o inferno não tenho porque todos os dias eu morro um pouquinho para viver o Evangelho. O que a senhora não sabe o que é. Se a senhora soubesse, respeitaria um padre. Mandando um padre para o inferno. A senhora não sabe o que significa um sacerdote, o cristianismo, se a senhora soubesse não se referia a um padre desta forma”, respondeu o candidato.
Economia e relação com o Congresso
No terceiro bloco, economia e privatização foram os temas mais abordados pelos candidatos. O primeiro a perguntar foi Jair Bolsonaro, que questionou o Luiz Felipe D'Ávila sobre suas propostas para controlar a inflação e aumentar o índice do Produto Interno Bruto (PIB). O candidato do Novo alegou preocupação com o retorno da esquerda ao poder e falou sobre suas ideias de políticas em prol da desestatização de empresas. O atual presidente perguntou também sobre a prática de troca de cargos por apoio no parlamento.
“É intolerável qualquer tipo de esquema que tenha “toma-lá-dá-cá”. Foi isso que acabou com a política brasileira. E infelizmente no seu governo também tivemos, o orçamento secreto. O senhor vetou no começo, mas depois aprovou. E o orçamento secreto infelizmente virou essa moeda de troca. A segunda coisa que também me entristece é a questão dos aliados. Quando se começa a fazer uma base aliada com ex- mensaleiros, fica difícil governar”, respondeu o candidato do Novo.
Corrupção
A corrupção foi um dos temas mais explorados pelos candidatos. No quarto bloco, Ciro Gomes chamou o atual presidente para perguntar. O pedetista falou sobre os impactos da corrupção do governo Bolsonaro na economia. Em resposta, o candidato do PL se defendeu afirmando que não houve corrupção generalizada na sua gestão ou na sua família. "Estamos recuperando a economia", disse Bolsonaro.
O embate continuou com Ciro afirmando que o governo Bolsonaro tem tantos casos de corrupção como os governos petistas. O presidente então voltou a repetir que não existem casos de corrupção em sua gestão. "Me aponte uma fonte de corrupção, não tem", afirmou.
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