O ex-decano do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello declarou, na noite desta terça-feira (27), apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. A decisão se soma à do ex-colega Joaquim Barbosa, que, na última terça-feira (28), já havia declarado voto no petista durante o primeiro turno.
A declaração de Celso de Mello foi divulgada pela repórter Vera Magalhães, no jornal O Globo. Em tom duro, o ex-ministro classifica Jair Bolsonaro como "a constrangedora figura de um político menor, sem estatura presidencial, de elevado coeficiente de mediocridade , destituído de respeitabilidade política, adepto de corrente ideológica de extrema-direita que perigosamente nega reverência à ordem democrática, ao primado da Constituição e aos princípios fundantes da República". O ex-decano alegou problemas de saúde para não gravar um vídeo, assim como fez Barbosa.
O ex-ministro afirmou que não votará em Jair Bolsonaro e justificou sua decisão alegando defesa à Constituição e às liberdades fundamentais. "Em prol da dignidade da função política e do decoro no exercício do mandato presidencial e em respeito à inviolabilidade do regime democrático”, acrescentou Celso de Mello.
O apoio dos ex-ministros à candidatura de Lula tem uma forte simbologia política. Foi Celso de Mello que enviou para a cadeia a cúpula do PT durante o processo do mensalão. À época, ele acompanhou as posições do então relator Joaquim Barbosa, que também foi implacável com as acusações de corrupção petista. Pela forma enfática que foram feitas as declarações, elas são vistas como capazes de sensibilizar a parte da população que ainda hesita em vota no PT por conta dos escandalos de corrupção.
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