A Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil negou o candidato à Presidência da República, Padre Kelmon (PTB), faça parte da Igreja Ortodoxa. Em nota publicada nas redes sociais, a igreja diz que diante dos questionamentos a seus membros decidiu se posicionar. A nota foi assinada pelo arcebispo Dom Tito Paulo George Hanna.
O comunicado ainda diz que apesar do candidato usar de “insígnias próprias de nossa Tradição Síriaca Ortodoxa”, como o eskimo e véu com cruzes bordadas usadas pelos monges sobre a cabeça não é líder da ordem religiosa.
“Esclarecemos que, em pleno respeito, mas também gozando da mesma liberdade de pensamento, consciência e religião prevista no 18º artigo da Declaração dos Direitos Humanos e no artigo 5º da Constituição Federal do Brasil, o referido candidato não é membro de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil em nenhuma de suas paróquias, comunidades, missões ou obras sociais”, diz o documento. “Não possuímos qualquer relação ou comprometimento com o mesmo ou com qualquer um de seus feitos, passados ou presentes”, acrescentou o comunicado.
Kelmon é natural de Acajutiba, município distante 184 km de Salvador e tem 45 anos. O agora presidenciável concorria como vice de Roberto Jefferson (PTB), mas obteve a cadeira de líder da chapa depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura do ex-deputado, que se encontra em prisão domiciliar. O vice de Kelmon é o Pastor Gamonal, também do PTB.
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