O presidente Jair Bolsonaro (PL) não convenceu durante o encontro com dezenas de chefes de missão diplomática em Brasília para denunciar possíveis ‘irregularidades’ no sistema de votação eletrônica. Realizada nesta segunda-feira (18), ofensiva do presidente contra as urnas e o sistema eleitoral brasileiro foi vista por embaixadores como um ‘ato de campanha’, segundo informações dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.
Na ocasião, Bolsonaro repetiu teorias da conspiração sobre urnas eletrônicas, desacreditou o sistema eleitoral e atacou ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Para o mandatário, o judiciário – na figura dos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso – quer trazer instabilidade ao país.
A avaliação dos diplomatas estrangeiros ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo é que Bolsonaro, com o evento, tentou desviar o foco de problemas que afetam seu governo, como inflação e o preço dos combustíveis, ao mesmo tempo em que reforçou a narrativa que pode ser empregada para questionar o resultado das urnas em caso de derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O representante de um país nórdico, escutado pelo jornal O Estado de S. Paulo, afirmou que as falas de Bolsonaro não mudaram “nada no nosso modo de ver as coisas”. Ele disse que não tem por que questionar um sistema “que funcionou bem nos últimos 25 anos”. Segundo, ele o encontro deve ser visto como parte de uma “campanha eleitoral”.
Por outro lado, um embaixador latino-americano, cujo governo é simpático a Bolsonaro, afirmou que as preocupações expostas pelo presidente são “legítimas” e destacou o tom cordial. A postura do presidente, menos beligerante do que de costume, foi notada por todos os diplomatas com os quais a reportagem conversou.
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