Viúva do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, morto em sua festa de aniversário no último sábado (9) por um agente penitenciário bolsonarista, em Foz do Iguaçu, Pâmela Suellen Silva reagiu com indignação à chamada de vídeo realizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com os irmãos da vítima.
“Os irmãos de Marcelo não estavam na festa, não teriam como concordar com o que o presidente falou”, criticou Pâmela, em entrevista à coluna de Chico Alves, no UOL. A viúva se disse surpresa e classificou a conversa do presidente com a parte bolsonarista da família como “absurda”.
“Não imaginei que Bolsonaro chegasse ao ponto de deturpar a real história, dizer que o cara não foi por motivos políticos lá”, lamentou a viúva, em referência às queixas feitas pelo mandatário de que a imprensa tenta “colocar em seu colo” a culpa pelo assassinato.
“Então, por que ele [o autor do crime] foi? Se a gente não conhecia ele, se a gente não sabia quem ele era? Ele tirou a vida do meu marido porque Marcelo era gordo, barrigudo? Óbvio que foi por motivo político”, argumentou a mulher, que também descartou uma ida a Brasília, após convite de Bolsonaro feito aos irmãos de Marcelo para uma coletiva.
“Só se for para avisar ao presidente que ele está invertendo os papéis, invertendo a história, culpando a vítima. O cara invadiu a festa e agora a culpa vai ser do Marcelo?”, disse Pâmela.
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