O desinteresse do eleitor brasileiro pelo voto cresceu. Segundo levantamento feito pelo Instituto Votorantim, divulgado pelo jornal Estado de S. Paulo, o índice da chamada "alienação eleitoral" saltou sete pontos porcentuais nas eleições presidenciais e passou de 18% para 25%.
O Sudeste é a região que teve o maior crescimento da taxa. Enquanto todas as outras são caracterizadas ou por estabilização da curva de abstenção passiva (Sul e Centro-Oeste) ou por tendência de queda (Norte e Nordeste), o Sudeste enfrenta aumento lento, mas consistente. A taxa de eleitores que não foram às urnas na região passou de 17,2% para 21,6% no período.
No Brasil, o voto é obrigatório e o comparecimento às urnas – em torno de 75% –, apesar do aumento da alienação eleitoral, ainda é considerado alto na comparação com países latino-americanos. No Chile, a taxa foi de 50% em 2018. Costa Rica e México atingiram 65%.
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