Mesmo sob pressão, o presidente da Petrobras decidiu que não vai renunciar ao cargo, ainda que sua demissão já tenha sido anunciada em maio pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo apurou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, José Mauro Coelho afirmou que não pretende pedir demissão e que vai aguardar decisão de assembleia dos acionistas, que tem o poder de tirá-lo do comando da estatal.
Fontes relataram à coluna que Coelho tem sido pressionado para sair da presidência imediatamente para “facilitar a vida” de Bolsonaro. O presidente indicou para o cargo Caio Mário Paes de Andrade, que é próximo ao ministro Paulo Guedes. Além disso, ele também decidiu trocar a maioria dos nomes do conselho de administração da empresa.
De acordo com a coluna, entretanto, o processo para oficializar a troca é complexo e pode durar até 60 dias. A renúncia, portanto, abreviaria a burocracia, bastando reunir o atual conselho e eleger o indicado por Bolsonaro.
Apesar dos relatos das fontes ouvidas pela coluna, por meio de sua assessoria, José Mauro Coelho negou que esteja sendo pressionado a deixar a presidência da Petrobras. “Temos a responsabilidade de dar continuidade às operações e à gestão da empresa, e aguardamos que o processo de transição seja feito por meio da Assembleia de Acionistas, obedecendo à governança e às regras institucionais da empresa”, disse ele.
A pressa do governo para mudar o comando da empresa se dá porque, temendo o impacto eleitoral dos aumentos dos combustíveis, Bolsonaro pretende mudar a política de preços da estatal, o que a atual diretoria se nega a fazer.
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