O abate de jumentos no Brasil para exportação à China está suspenso pela Justiça Federal desde o dia 3 de fevereiro. Porém, três meses após a decisão, três figoríficos baianos continuam ativos.
Em Amargosa, no Frinordeste, frigorífico que mais abate a espécie no Brasil, cerca de 14,4 mil animais foram mortos depois da proibição - o cálculo foi feito pela BBC News Brasil, levando em conta a média mensal de 4,8 mil jumentos abatidos no local antes da decisão, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O couro do jumento é exportado para a produção do ejiao, um produto da medicina alternativa que movimenta bilhões de dólares na China. Estudos apontam que o abate realizado apenas pelo Frinordeste pode ter gerado cerca de R$ 142 milhões nos últimos três meses.
Para retirar o couro do jumento, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande escala, sem que haja uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado. Por isso, há o temor de que a população de jumentos possa entrar em extinção nos próximos anos na região, caso a larga exportação se mantenha.
Bahia Gás de cozinha fica mais barato na Bahia a partir desta segunda-feira
BA Tarifas dos EUA devem atingir apenas 1,8% das exportações do agro baiano, aponta Faeb
BA Jerônimo diz que nova concessionária da BR-324 e BR-116 pode ser definida entre agosto e outubro
Bahia Chá revelação com fogos provoca incêndio em rancho turístico de Vitória da Conquista
Bahia Feira de Santana e Vitória da Conquista concentram número de mortes de motociclistas em rodovias federais
Bahia Uneb abre inscrições para mais de 2,4 mil vagas remanescentes em cursos de graduação