O PT da Bahia vai defender 16 anos de legado no estado com um candidato pouco conhecido do eleitorado. Em entrevista exclusiva à Rádio Metropole, o senador Jaques Wagner indicou os três nomes cotados para a disputa: o secretário das Relações Institucionais, Luiz Caetano, a Prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, e o secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues.
A expectativa é que o martelo seja batido até o dia 13 deste mês. Até lá, o quarto estado do país, reduto petista há quase duas décadas, segue sem definição de palanque.
Neste intervalo até o nome ser protocolado na legenda, o PT ainda tenta acomodar a permanência do PP na chapa. No arranjo desfeito, Otto Alencar (PSD) seria candidato ao governo, Rui Costa (PT) renunciaria ao mandato para concorrer ao Senado e João Leão (PP) assumiria o governo da Bahia nos últimos oito meses finais — irritado, o PP tem sinalizado uma possível saída.
Do outro lado, único com a candidatura definida, ACM Neto (UNIÃO) ainda trabalha para montar sua chapa na disputa ao governo.
Ainda na expectativa das mudanças que devem ocorrer durante a janela partidária, Neto prefere o manter o silêncio sobre os outros nomes que devem formar sua chapa. O deputado federal Marcelo Nilo (PSB) segue cotado para disputar o Senado, abrigado pelo Republicanos.
Para isso, no entanto, o partido teria que romper com seu principal ministro, João Roma, que também se coloca como pré-candidato ao Palácio de Ondina.
“Essa confusão do lado das forças governistas deixa ACM Neto mais tranquilo, porque de fato, nesse momento, não há uma chapa governista formatada para enfrentá-lo. A força de Lula na Bahia dá por si só competitividade, mas não será capaz de gerar uma vitória automática”, destaca o cientista político Cláudio André.
Enquanto os arranjos políticos se costuram, Neto prepara um evento para divulgar sua formação de chapa e já tem data fixada: 7 de abril. Pré-candidato desde dezembro de 2021, já teria decidido por não abrir palanque para nenhum candidato à Presidência no 1º turno.
“Wagner prevê vitória, fundado na ideia de que o governo tem um grupo político e ACM Neto não. Isso tem bom fundo de verdade, pois Neto até aqui é um potencial líder carente de um grupo sólido, o que, aliás, desautoriza quem trata a eventual eleição do ex-prefeito como retorno do ‘carlismo’. Mas as chances da previsão de Wagner dependem da sua premissa de que o grupo marchará unido. Sem ela, tende a ser uma profecia, um esforço retórico para substituir o que de fato é falta de alternativa”, reforça o cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Fábio Dantas Neto.
O fenômeno Bolsonaro, desacreditado em 2018, retorna à Bahia com João Roma ao lado. O ministro saiu na frente, apresentou recentemente a médica Raissa Soares (PL) como sua candidata ao Senado. Raissa ficou conhecida como Dra. Cloroquina ao defender o medicamento sem eficácia para o tratamento da Covid-19.
Roma tem namorado com o PL, mesmo partido de Bolsonaro, e pode receber o apoio dos nanicos PROS, PTB e PRTB.
Texto originalmente publicado no Jornal da Metropole em 10 de março de 2022
Política Lula acusa Flávio Bolsonaro de “trair a pátria” após reunião com Trump nos EUA
Política Alba aprova abono do Fundef para mais de 85 mil servidores da Educação na Bahia
Política PF rejeita proposta de delação de Daniel Vorcaro no caso Banco Master
Política Após repercussão, deputada baiana Roberta Roma retira apoio à proposta que adia fim da escala 6x1
Política Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro em casa após prisão do banqueiro
Política Equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro prepara ofensiva contra PT da Bahia