O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (21) que o mercado fica "nervosinho" com a criação de despesas que ameaçam o teto de gastos, a exemplo do auxílio para caminhoneiros anunciado pelo mandatário no mesmo dia.
"Vão ter novos reajustes dos combustíveis? Certamente teremos. Por que vou negar isso daí? Estamos buscando solução. O auxílio de R$ 400 para caminhoneiros, que vai estar abaixo de R$ 4 bilhões por ano, dentro do Orçamento. Daí fica o mercado nervosinho. Se vocês explodirem a economia do Brasil, pessoal do mercado, vocês vão ser prejudicados também", afirmou Bolsonaro durante sua live semanal.
Mais cedo, antes da transmissão, Bolsonaro disse à CNN Brasil que o ministro Paulo Guedes (Economia) permanece no governo, mesmo após a debandada de secretários da pasta.
"Paulo Guedes continua no governo e o governo segue com a política de reformas. Defendemos as reformas, que estão andando no Congresso Nacional, esse é o objetivo", declarou o presidente, segundo a emissora.
Nesta quinta, a exigência de Bolsonaro de turbinar gastos em ano eleitoral e a manobra para driblar a regra constitucional do teto de gastos derrubaram a Bolsa, fizeram disparar dólar e juros e causaram demissões na equipe de Guedes.
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