O Senado aprovou, nesta quarta-feira (29), a proposta da nova Lei de Improbidade Administrativa. Entre as mudanças em relação à legislação atual, o projeto determina que atos de agentes públicos só podem ser configurados como improbidade quando houver comprovação de dolo.
O líder da Oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), criticou o texto. Para ele, o dispositivo sobre a prescrição intercorrente teria sido feito “sob encomenda” para beneficiar políticos que respondem a processos, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas).
“[O artigo] foi feito por encomenda. É um ‘jabuti’. A gente aprende aqui em Brasília que jabuti não sobe em árvore; ou é enchente ou é mão de gente. Eu tento dourar a pílula, mas esse artigo é para beneficiar Arthur Lira, foi feito para ele”, acusou Randolfe.
O relator do projeto, senador Weverton (PDT-MA), afirmou que a tese da prescrição intercorrente já estava presente na versão original, elaborada durante a presidência do deputado federal Rodrigo Maia.
O pedetista defendeu ainda as mudanças na lei com argumento que o novo modelo traz mais justiça, principalmente, para os prefeitos. Segundo ele, muitos gestores sofrem com perseguições judiciais motivadas por disputas políticas locais.
A matéria volta à Câmara dos Deputados para nova análise.
Confira o que muda:
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