Apesar de o DEM ocupar hoje cargos no primeiro escalão do governo, o presidente nacional da sigla e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou ao Metro1 que a legenda que resultará da fusão com o PSL não integrará a base de sustentação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A declaração foi dada na noite de quinta-feira (23), durante inauguração da Cidade da Música, no bairro do Comércio.
“O partido vai nascer independente, não nascerá como um partido aliado ao governo, da base do governo. Isso não vai acontecer. O nosso projeto, o nosso desejo, é como eu lhe disso, ter um voo próprio nacional”, disse ACM Neto, numa tentativa de se descolar do atual mandatário.
Embora publicamente ACM Neto busque se desvincular de Bolsonaro e repetir que nunca indicou correligionários para postos no governo, o Democaratas conta com ao menos dois quadros na Esplanada dos Ministérios —Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Tereza Cristina (Agricultura).
Pré-candidato à Presidência pelo DEM, Luiz Henrique Mandetta comandou o Ministério da Saúde entre 1º de janeiro de 2019 e 16 de abril de 2020 —ele deixou a pasta por divergir com o chefe do Executivo quanto às políticas de isolamento para conter a Covid-19.
Já o deputado federal Paulo Azi (DEM) ocupou um dos postos de vice-líderes da gestão bolsonarista na Câmara até o início deste ano.
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