A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba (PSL), que tranportava R$ 505 mil em caixas de papelão dentro do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no último dia 26 de agosto.
Gringo, como é conhecido o prefeito, prestou depoimento à polícia e teria dito que a origem do dinheiro era lícita, mas sem especificar.
Também chamou a atenção o fato de ele ter dito que o valor era de R$ 1,4 milhão, o triplo do que havia dentro de sua bagagem de mão.
O inquérito aberto pela PF tem como um dos objetivos apurar de onde veio o dinheiro e para onde ia.
O prefeito foi um dos que coordenaram a campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018 e é ligado politicamente ao deputado federal Bibo Nunes (PSL) que, como ele, também é do do Rio Grande do Sul. O parlamentar gaúcho é um dos organizadores das manifestações de 7 de Setembro a favor de Bolsonaro.
De acordo com a CNN, investigadores informaram que ainda é prematuro associar os recursos aos atos. Já os organizadores dos protestos disseram à emissora que não há qualquer relação com as manifestações.
Os deputados federais petistas Paulo Pimenta e Humberto Costa se reuniram nesta quinta-feira (2) a portas fechadas com o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), e pediram que ele intercedesse junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para que o caso deixasse São Paulo e fosse remetido a Brasília junto com a investigação que p magistrado comanda sobre os organizadores dos atos de 7 de Setembro.
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