Na tarde deste domingo (30), o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, publicou um vídeo em suas redes sociais, onde critica o Governo do Estado pela "falta de segurança pública" no município. O gestor frisou que apenas a orla de Salvador tem mais policiamento que toda a cidade e enfatizou também o número de mortos por violência no mês de abril, que superou os 40 casos.
Em Salvador, na manhã desta segunda (31), o governador Rui Costa rebateu as críticas de Colbert, e chegou a afirmar que o discurso dele parecia um ato de renúncia. "Em Feira de Santana, se não fosse o Governo do Estado, não tínhamos ensino fundamental para os alunos. Uma prefeitura, um prefeito que sequer consegue oferecer creche e educação fundamental para os filhos da sua cidade, vem falar de violência? Educação ajuda a aumentar ou a diminuir a violência? Ele que vem de uma viagem à Brasília, foi lá falar com representantes do governo federal, acho que ele se contaminou com o vírus de Bolsonaro, que além de estar aliado, resolveu se contaminar, entendi aquilo como um ato de renúncia", disparou Rui.
O governador também afirmou que fica assustado todas as vezes em que visita Feira de Santana e que parece que Colbert vai abandonar a prefeitura para disputar um cargo de deputado. "Uma cidade suja, escura, abandonada. Então? Escuridão aumenta ou diminui a violência? A escuridão e a sujeira nas ruas de Feira, que a prefeitura não limpa, estão ajudando sim a aumentar a violência. A miséria, desemprego, pobreza e a fome aumentam ou diminuem a violência? O aliado dele, em quem ele votou, para quem ele fez campanha está destruindo o país, então ele é responsável também pela miséria que está acontecendo no nosso país e pela violência em Feira de Santana. Ele deve ter ido em Brasília, combinar que ele vai renunciar do cargo de prefeito para disputar a eleição para deputado e resolveu bater em Zé Neto, por que faz referência o tempo todo ao representante do governo do estado em Feira, que é o deputado, esquecendo que ele é prefeito, então, faça primeiro a sua obrigação e depois vai criticar e jogar pedra na casa do vizinho", concluiu o governador.
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