Uma orientação do antigo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, causou a crise da segunda dose em Salvador e outras oito capitais brasileiras. É o que indicou o atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga.
Não há doses suficientes da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, para concluir a imunização das pessoas que tomaram a primeira dose da mesma. Isso acontece porque, em fevereiro deste ano, e, novamente em março, depois de ter voltado atrás na recomendação, Pazuello orientou aos municípios que utilizassem todo o estoque como primeira dose.
Devido a um problema de produção da vacina pelo Instituto Butantan, mais doses não puderam ser entregues para substituir as que foram utilizadas como primeira dose, e por isso, pelo menos oito capitais tiveram que suspender o reforço com o imunizante. “Isso decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose", afirmou Queiroga. "Logo que houver entrega da CoronaVac, [o problema] será solucionado”, concluiu.
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