Em entrevista ao programa Altos Papos, da Princesa FM, nesta segunda (12), o senador Ângelo Coronel (PSD) falou sobre a sua recente declaração de que não enxergava condições sanitárias para a instauração da CPI da Covid neste momento, e afirmou que é a favor da instauração, mas defendeu que ela seja realizada em outro momento, principalmente pela gravidade e aumento dos casos de Covid-19 no país.
“Sou a favor da CPI, o problema é que estamos numa crise sem precedentes na história. Três senadores já morreram, servidores também, no meu gabinete o chefe saiu ontem da internação, e temos mais quatro pessoas com suspeita. Como fazer uma CPMI sem presença física? Como convocar alguém para depor por celular, por vídeo, não vai surtir efeito. A CPI da Covid não vai dar para ouvir as pessoas, via remoto não vai funcionar, testamos ano passado na questão das fake news e não temos tecnologia o suficiente, mas, temos que investigar. Aprovamos mais de R$ 60 bi e precisamos saber quem usou corretamente ou não, o cidadão quer saber se o seu prefeito trabalhou, se usou o recurso corretamente, os municípios, os governos, a união também, quem deve não teme’, afirmou Coronel.
Segundo o Senador, o correto é instaurar a CPI quando a pandemia “esfriar”. ‘Uma CPI, quando qualquer parlamentar faz o requerimento e leva para a apreciação, se ela tiver um fato consumado e dentro do regimento, não tem por que não ser instaurada. O que Barroso fez foi isso, possíveis desvios da Covid, está dentro da constituição, teve assinaturas suficientes e cabe agora ao presidente ler e declarar que está instalada. Os partidos indicam os membros que farão parte, os senadores elegem o presidente e ele indica o relator, e a partir daí os requerimentos. Queremos que tudo isso seja feito, mas que seja dada uma freada e só voltar quando tivermos condições”, disse.
Coronel também disse que todos devem ser investigados, mas com ressalvas para aqueles que tiverem suspeitas de irregularidades. “De onde for o recurso, ele deve ser investigado, principalmente se tiver suspeita, não pode ficar convocando governadores e prefeitos do Brasil inteiro se não tiver suspeita, pois pode virar uma CPMI política. Ela tem 11 membros e eles vão decidir quem será convocado ou não, queremos apenas esclarecer onde foram usados os recursos da Covid. A questão das vacinas, que demoraram muito para chegar ao Brasil, houveram pedidos que o Ministério da Saúde não levou a diante, precisamos investigar isso, a questão da Anvisa, se agiu politicamente, são estas teses e pontos que precisamos investigar”, concluiu.
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