Parlamentares do centrão têm discutido dificultar as pautas do governo Bolsonaro na Câmara após a escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a movimentação acontece porque o presidente Jair Bolsonaro ignorou as sugestões do bloco para o comando da pasta.
No dia seguinte à decisão de Bolsonaro, nesta terça-feira (16), deputados da base aliada, como do PP e do PL, defenderam a necessidade de o bloco partidário dar um recado público ao presidente. A indicação de Queiroga, no entanto, teve o apoio do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), primogênito de Bolsonaro.
A saída do general Eduardo Pazuello do comando da Saúde foi anunciada na última segunda-feira (15), sob pressão do centrão, enquanto partidos da base aliada apoiaram dois nomes para o lugar do militar: o primeiro, o deputado federal Luiz Antonio Teixeira (PP-RJ), conhecido como Dr. Luizinho, foi refutado por Bolsonaro, que queria um nome sem vinculação política.
A alternativa encontrada, a cardiologista ​Ludhmila Hajjar, que contou com a chancela pública do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou o convite após uma série de desentendimentos com o presidente. Com a recusa, deputados do centrão tentaram indicar outro nome, mas Bolsonaro se antecipou e escolheu Queiroga, indicado pelo seu filho mais velho.
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