O promotor do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Hugo Cassiano, informou em coletiva sobre a Operação Hidra, deflagrada hoje (14), que a organização criminosa acusada de sonegar impostos por 10 anos, tinha 17 empresas laranjas para realizar os crimes financeiros.
“O trabalho iniciou com a secretaria da Fazenda na detecção de condutas que tinham feições de sonegação, a partir do momento em que os auditores fiscais perceberam o movimento de constituição de empresas em nome de laranjas com débitos altos, em seguida eram consideradas inaptas e deixavam de atuar no mercado”, explicou.
O promotor explicou que a conduta reiterada do grupo com sucessivos débitos deixados para trás, batizou a operação com o título ‘Hidra’, em alusão a um dragão na mitologia grega, que tinha diversas cabeças e toda vez que eram cortadas, outras nasciam.
“No atacado de carnes e pescados, temos uma relação dessas empresas tanto as ativas como inativas, no entanto, no decorrer das investigações foram detectados novos projetos, que embora não tenham débitos, são chamados de “negócios de gaveta”, ficam aguardando o momento para serem usadas na prática fraudulenta”, disse Cassiano.
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