O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, decidiu na manhã desta sexta-feira (11), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não pode prestar depoimento por escrito no inquérito sobre suposta interferência na Polícia Federal para proteger familiares e aliados. A informação é do portal JOTA.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, havia sugerido que Bolsonaro escolhesse como depor, mas, de acordo com o ministro, a prerrogativa não se aplica a presidentes investigados. Com a decisão de Celso de Mello, como investigado, Bolsonaro não pode responder por escrito, mas tem a possibilidade de exercer o direito ao silêncio durante o depoimento.
O inquérito foi aberto em abril deste ano com autorização de Celso de Mello, com base na denúncia feita pelo ex-ministro Sergio Moro. O pedido para abertura do inquérito partiu da Procuradoria Geral da República (PGR). Bolsonaro nega ter interferido na Polícia Federal.
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