O governador Rui Costa (PT) voltou a defender, nesta quarta-feira (2), uma declaração que deu ao jornal O Globo sobre a possibilidade de os partidos de oposição montarem uma grande frente contra o presidente Jair Bolsonaro em 2022. Rui disse que pretende manter o discurso mesmo sabendo que sua fala causou e ainda causará “muito barulho”, até mesmo no próprio partido.
“Temos que baixar o nível das vaidades pessoais para cuidar da nação. Não podemos ter vaidade. Foi isso que eu propus e estou reafirmando, mesmo sabendo que isso causa muito barulho no início, de todos os lados, inclusive no meu partido. Mas eu vou insistir nisso porque estou convicto que nós precisamos colocar o Brasil em primeiro lugar, pois o povo não aguenta mais essa situação de sofrimento”, disse.
Para o governador, a ideia de uma frente única contra o atual presidente é baseada na idea de um candidato que una as ideias de todos os partidos de oposição ao governo, e não necessariamente sendo o cabeça da chapa um representante do PT.
“O presidente Lula deu uma entrevista há uma ou duas semanas afirmando isso. Que não obrigatoriamente, nas palavras dele, o candidato precisa ser do PT. E eu acho que ele foi inteligente, como sempre, ao dar essa entrevista. Até porque, se você quer apoio, você tem que admitir e apoiar as pessoas. A gente senta para conversar, define um programa e vai estabelecer um critério de escolha de um candidato. É assim que é feito. Então, é uma postura, na minha opinião, inteligente”, ressaltou Rui.
Rui defende ainda que, mesmo que não haja unanimidade para uma candidatura única, que os partidos de posição se comprometam, e tornem público e documentado, que os que não estiverem no segundo turno apoiem e reforcem a frente contra o atual presidente.
“Nós temos que retomar a confiança do povo brasileiro e retomar a esperança. A forma de fazer isso e dizer que concordamos é tornar público num documento para a sociedade. Não pode afunilar para uma candidatura? Serão duas ou três? Ótimo. No entanto, quem estiver no segundo turno, assume o compromisso com esses pilares e conta com o apoio dos outros. Ao invés de ficar naquela agonia e na hora da eleição fica um tentando ligar para o outro. Aí um viaja para a Europa, outro para outro país, e aí acaba que o país fica mergulhado nesse fracasso que nós estamos vivendo e não podemos permitir isso”, completou o governador.
Informações do Bahia.ba
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