O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) diz que não acreditou na firmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que seria possível ele não ser candidato a presidente em 2022, e vê neste discurso uma estratégia para manter em sua órbita antigos partidos aliados que vêm se afastando. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.
“Lula é especialista em engodo. Se aparecer alguém com mais voto do que o PT, ótimo. Não mudou nada. Ele diz que pode haver outro candidato se houver outro nome com mais voto. Ora, então Lula é candidatíssimo. Essa frase é aperfeiçoamento do engodo”, afirma o pedetista.
Além dos partidos aliados, seria ainda um gesto para outros presidenciáveis.
“Ele está percebendo dificuldade do PT nas eleições municipais e precisa disso para segurar a debandada de partidos na órbita do PT, como o PCdoB. Ao fazer isso, está sinalizando para Boulos, Rui Costa, Jaques Wagner, Flavio Dino e eu. São os que têm pretensão e todos estamos caminhando para isolar ele”, diz
Segundo Ciro, se Lula for candidato fortaleceria Jair Bolsonaro.“A candidatura dele (de Lula) aperfeiçoa o antagonismo que Bolsonaro precisa para se eleger”, afirma.
Sobre o presidente Jair Bolsonaro, Ciro minimiza o crescimento de sua popularidade. “Bolsonaro não sobrevive. Isso é ondinha. Ele permanece com a pior avaliação de todos os presidentes eleitos da redemocratização”.
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