Sábado, 31 de Janeiro de 2026
Cidades Micareta de Feira

Entidades discutem Micareta de Feira de Santana durante encontro

O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (24) em um restaurante da cidade.

24/05/2019 14h04 Atualizada há 7 anos
Por: Redação
Foto: Baiano News
Foto: Baiano News

A Micareta de Feira de Santana foi assunto principal durante uma audiência pública convocada pelos deputados baianos Zé Neto (PT) e Robinson Almeida (PT) e o vereador feirense Alberto Nery (PT), na manhã desta sexta-feira no auditório de um restaurante da cidade. 

Zé Neto pontuou que para que haja mudanças positivas na festa, é preciso que as pessoas que participam efetivamente sejam ouvidas. Para ele, a Micareta de Feira não pode ser pensada com poucos meses de antecedência e sim um dia após o último dia de folia. “Ouvir a população e os atores da festa é o mais importante. Festa popular quem mais sabe o que se passa é quem que está vivendo ela e essa é a coisa mais importante neste contexto. Hoje o Carnaval de Salvador está revitalizado por que ele foi mudando, mas, no caminho, o Conselho do Carnaval foi se adequando com diversas entidades como Estado, município, comércio, segurança, afoxés, blocos. Uma festa na dimensão da Micareta deve ser começada a discutir um dia depois do seu fim. Ver o que deu certo e o que não deu. Numa reunião como essa de hoje a gente vê diversos conflitos, mas são conflitos que não são complicados de resolver. São pessoas que querem ser ouvidas. As coisas podem ser ajustadas e eu não tenho a menor dúvida disso. A Micareta só precisa ser melhor organizada e melhor comercializado para voltar a ter uma repercussão comercial, turística e nacional que sempre teve”, disse em entrevista ao Baiano News. 

O deputado lamentou o não comparecimento de representantes do município na reunião e assegurou que isso não pode acontecer. “Hoje fizemos essa reunião, convidamos representantes do município, mas ninguém se fez presente. Eu acho que não é por aí o caminho. O caminho é deixar de lado disputas menores e sentar pra contribuir todo mundo pensando na festa. Este ano tivemos uma melhora, mas ainda tem muita coisa para ser melhorada. Uma das piores coisas que aconteceu foi a festa não ter patrocínio e a Micareta não tem patrocínio porque não é bem organizada. As pessoas que estão aqui para ser ouvidas nunca são. Ou coloca os atores da festa na mesa pra transformar as coisas numa energia positiva, ou vamos estar sempre cada um falando em um canto e sem se encontrar”, finalizou. 

Para Robinson, é preciso fazer um planejamento em parceria com entidades comerciais para que a Micareta seja motivo de atrair turistas de todo Brasil para a cidade, fazendo com que a economia salte. “A Micareta precisa atrair turistas, mantendo a sua característica de maior micareta do Brasil. Diversos aspectos precisam ser aperfeiçoados. Primeiro em reação à promoção da festa. Ela precisa de uma maior divulgação fora do estado. A sua realização precisa ser hamonizada com a atuação do comércio. Creio que os empresários de Feira precisam participar da festa e precisamos encontrar uma forma para que a população viva genuinamente a festa. O governo do Estado deve ser o principal parceiro do município, mas isso precisa ser planejado com antecedência. Sentar as entidades, ver quais são as contribuições que precisam ser dadas e no final fazer um grande evento”, disse.

Estiveram presentes no encontro representantes de entidades culturais, o presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Marcelo Alexandrino, o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luis Mercês, artistas locais, representantes da Polícia Militar, coordenados da 3 Ciretran, Silvio Dias, o diretor do Hospital Geral Clériston Andrade, José Carlos Pintangueira, entre outros.

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