Redes hoteleiras instaladas em Salvador mantinham expectativa de reabrir seus estabelecimentos ainda neste mês de julho, motivados pela retomada gradual de algumas atividades econômicas e culturais, bem como o processo de reabertura gradual do aeroporto, que começou nesta quarta-feira (1º).
Contudo, com a prorrogação de decretos municipais anunciados na terça (30) pelo prefeito ACM Neto (DEM), incluindo a manutenção da suspensão do funcionamento de bares e restaurantes, os hotéis optaram por adiar a reabertura, muitos deles decidindo voltar às operações somente em dezembro.
“Nós esperávamos que ontem os decretos da prefeitura fossem suspensos, com a retomada dos diversos serviços e atrativos de Salvador. Tinha a possibilidade de abrir, o prefeito optou por uma posição mais conservadora e conjunta com o governo do Estado. Infelizmente, foi protelado mais uma vez, e os hotéis recuaram. A grande maioria que estava programada para voltar em 1º de julho transferiu a data para o final do mês, outros para agosto, outros para dezembro”, disse o presidente da FeBHA (Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação), Silvio Pessoa.
A decisão conjunta a que se refere Silvio é a união entre o governador Rui Costa (PT) e Neto para elaborar um único protocolo que determinará as diretrizes para retomada das atividades econômicas em todos os municípios baianos afetados pela pandemia do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19. O prefeito chegou a sinalizar a possibilidade de anunciar o protocolo na terça, mas, segundo ele, ainda falta ajustar alguns detalhes.
“O turista não virá a Salvador se não tiver todos os atrativos culturais, gastronômicos e ecológicos funcionando. Não vai vir para ficar em um quarto de hotel. Então, os hotéis recuaram, até porque não adianta ficar aberto se não tiver turista para ocupar os quartos. Infelizmente, os setores de bares e restaurantes e hotelaria vai continuar passando pela pior crise que já tivemos nos últimos 50 anos”, disse o presidente da FeBHA.
Ele definiu a retomada gradual do aeroporto como um “alento” ao trade turístico, mas criticou a demora da concessionária VINCI Airports em avançar com as obras no equipamento. “O aeroporto volta com 20 voos, já é um sinal de alento, mas também são poucos os voos. E outro grande problema é a pista do aeroporto principal. Apesar de estarmos 100 dias parados, não começaram ainda as obras. E, enquanto não tivermos uma pista de aeroporto principal, voos internacionais também não se programaram para um retorno aqui”, afirma Pessoa.
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