Anunciado na semana passada como novo ministro da Educação do Brasil, Antonio Decotelli pediu demissão do cargo. Ele deixa o posto após uma série de falsificações no seu currículo serem descobertas. Ele entregou hoje o pedido de demissão ao presidente da República, Jair Bolsonaro.
Segundo a Folha, para o cargo, voltaram a ser cogitados o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant'Ana e o conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antonio Freitas, que é pró-reitor na FGV.
A primeira das falsifificações de Decotelli foi o doutorado. Segundo o currículo apresentado por Bolsonaro, o economista era doutor pela pela Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, mas o reitor da instituição, Franco Bartolacci, negou que ele tenha obtido o título.
Depois, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que o novo ministro não possui título da instituição, ao contrário do que constava em seu currículo, que mencionava pesquisa de pós-doutorado.
Por último, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) negou que Decotelli tenha trabalhado para a instituição, como ele também colocou no seu currículo Lattes. A nova controvérsia irritou o presidente Jair Bolsonaro, segundo assessores.
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