Terça, 03 de Fevereiro de 2026
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Senador do Maranhão deve relatar proposta de adiamento das eleições

O pedetista afirmou que recebeu do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a missão de estudar as propostas já apresentadas.

18/06/2020 06h30
Por: Redação
Senador do Maranhão deve relatar proposta de adiamento das eleições

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) deverá ser o relator da proposta de emenda à Constiuição para o adiamento das eleições municipais, provavelmente para um período entre novembro e dezembro. O pedetista afirmou que recebeu do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a missão de estudar as propostas já apresentadas.

Na noite desta quarta, a possibilidade de adiamento da votação na sucessão municipal – prevista na legislação atual para 4 e 25 de outubro – foi debatida pelo Senado. Na terça, Alcolumbre teve encontro sobre o tema com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Barroso, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e especialistas.

Segundo Weverton (foto), há propostas de se adiar a votação de 45 dias a dois meses. “Temos a PEC do senador Randolfe Rodrigues, que propôs a alteração da data das eleições já por conta da pandemia, assim como as PECs dos senadores Marcelo Castro e José Maranhão. Deveremos apensá-las (no texto final)”, acrescentou, sem especificar novas datas.

Senadores apoiam

Durante a sessão do Senado, pelo menos três parlamentares defenderam a mudança na data das eleições. “É um fenômeno da ciência, não da política. Não quero ser irresponsável para ir contra as recomendações emanadas pelos cientistas”, sentenciou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A seu ver,  a pandemia ainda está fora de controle e exige enfrentar uma situação extraordinária com soluções extraordinárias.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) citou as determinações da Organização Mundial de Saúde para defender o adiamento das eleições. “É praticamente um consenso: não vamos ter garantias no início de outubro. Se tivermos como adiar, por que não?”, indagou. “Não sei como o candidato poderá ir para a rua, bater no ombro do eleitor, fazer reuniões”, completou a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).

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